11.8.07

Identidade

Identificar-se. Existe coisa mais primordial, mais imediata, do que identificar-se com algo, com alguém? É como a necessidade de trabalhar, de amar, de sentir-se útil, é como comunicar-se, comer, sobreviver. A gente se identifica com pessoas estranhas, desconhecidas, e em pouco tempo se constróem amizades que chegam a durar uma vida inteira.
Nossas amizades são, na verdade, um pouco espelhos. Quando se fala em grupos, então, o reflexo se torna ainda mais evidente. Os grupinhos são diversos e se caracterizam principalmente pela maneira de se vestir, de falar, de agir e de pensar. Eles sempre existiram. E seus ''membros'' andam SEMPRE juntos.
Algumas pessoas levam isso tão a sério que, realmente, não se relacionam com pessoas que não pertençam ao seu mundinho. Bobagem, bobagem! Devemos nos permitir, ser sinceros com nós mesmos. Nada pode lhe impedir de conhecer aquilo que lhe desperta, entusiasma. Como um esporte radical que você nunca praticou porque sempre teve medo mas agora tem a oportunidade. E você vai, se aventura, conhece, mas volta. Com mil sensações para descrever.
O que geralmente acontece é que procuramos manter relações com pessoas que pensam como nós, que fazem algo parecido com o que a gente faz, mantêm uma rotina similar, pensam como a gente, sentem como a gente. Porque elas nos entendem. Elas vão saber, por exemplo, o que fazer se por acaso você precisar de ajuda e mal souber pedir por ela. Elas entendem os seus sinais, seus olhares, capazes de falar no silêncio. E sabem qual melodia se encaixa em cada momento da sua vida, mesmo estando distante.
Amizades são espelhos, mas que não podem nunca, nunca, nos impor limites. Deixar de fazer algo que se quer muito fazer por achar que alguém pode... hããã? Nunca! Por que isso? Cada um é um mundo diferente, tem o direito de experimentar, e não se permitir assim é um erro. Cuidado pra não cometê-lo.

6 comentários:

Anônimo disse...

otimo texto, otimas ideias xD~

*um detalhe para a ft:
10 pessoas. 9 brancas e uma negra, na ponta. ô!

Siri Salgado disse...

Eu considero esse fenômeno do homem se incluir em grupos como uma necessidade afetiva de querer se relacionar e compartilhar experiências de sua vida com pessoas de semelhante modo de pensar junto com uma sensação de segurança por parte dos integrantes dos grupos... as pessoas se sentem seguras em um grupo, não precisam pensar muito no que dizer quando estão no meio de uma rodinha de conversa.

helô disse...

Siri falw e diss :P

Anônimo disse...

É, se amizades são espelhos e eu sou sua amiga... (modéstia à parte, mas eu sou muito linda!) xD



Texto perfeito, foquinha! (:

Anônimo disse...

oia oia oia oia! X^D... blog da helô... q massa... sim... mas oq eu posso dizer a respeito?... (puxando a sardinha para o meu lado) pra mim a necessidade do homem de se organizar em grupos chega mesmo a ser uma tendência evolutiva de todas as espécies... imagine como o progresso da sociedade se daria se não houvesse grupos para se trocar experiências?!?!... e existe forma melhor de expandir horizontes que absorvendo o conhecimento dos outros? se este não é o objetivo dos grupos então num sei qual é... ahuhauhaua... filosofadas doidas (acho q eu num sirvo para isso) ;^P... xerão!

Larissa Rovane disse...

adorei o texto, nao sabia que voce tinha blog. :)