25.7.07

Vôlei masculino se supera contra Cuba



Terça-feira, 24/07. Emoção no Maracanãzinho. É um clássico mundial. É a nossa seleção de vôlei masculino mostrando sua supremacia contra a eterna rival Cuba nos Jogos Pan-americanos Rio 2007, o segundo jogo na busca pela inédita medalha de ouro para essa equipe, comandada pelo rígido Bernardinho. O último ouro brasileiro foi em 1982, em Caracas, decidido no time break, 15 a 13. O Brasil joga incompleto, sem Ricardinho, seu maior levantador, tirado do Pan por problemas de relacionamento com o técnico Bernardinho.
O primeiro set começa mal, a seleção erra no saque e Cuba se aproveita. Os pontos brasileiros são em cima do erro dos cubanos. Mas a reação vem e o Brasil consegue se impor, na raça. Na raça de Giba, que extravasa o ponto marcado num palavrão do tamanho do estádio: ’’Poooooha!’’ e num abraço com Serginho. 25 a 23 suado.
Tivemos um segundo set pau-a-pau, um toma lá dá cá nervoso. Brasil faz, Cuba empata, Brasil vira, Cuba empata. Bernardinho parece que vai enfartar. Os saques são bombas em cima dos pivôs. Que força! O torcedor mal vê a bola. Torcedor esse, aliás, que vibra muito e vaia muito. Vaia toda vez que Cuba tem a posse da bola. E canta: ’’Eu sou brasileiro... com muito orgulho... com muito amooor!’’.


Quem é que Bernardinho ouve tanto naquele ponto dele, hein? Fica a dúvida.

No 21º ponto, o Brasil destrava de vez, até fechar em 25 a 20 o segundo set. Destaque para aquele peixinho maravilhoso de Giba + Serginho na bola à esquerda da quadra, que fez Bernardinho recuar assustado. Muitas largadinhas. Mas o ponto mais emocionante mesmo foi um rally acirrado que, embora vencido pelos cubanos, fez a torcida brasileira aplaudir a garra da sua seleção. Bernardinho se inclinou todo, fazendo o movimento necessário pra pegar aquela bola de Giba.
O terceiro set acaba em 25 a 20, equilibrado, mas com um Brasil dominante. O último ponto, de Gustavo, é acompanhado pela torcida de pé, que vibrava muuito.
Perguntado pelo repórter Pedro Bassan da Globo se o Brasil pode encontrar Cuba na final, Marcelinho diz que quem tem de temer são eles. Hehe. É mesmo.

Um comentário:

Anônimo disse...

... "Hehe. É mesmo!"
Esse finalzinho causou arrepio.
(Tanto quanto ver a seleção jogar e vencer uma dessas...)
Foi bastante suor, adrenalina, sufoco, mas também: QUANTA GARRA! Isso é que é equipe! Desde treinador até jogador... Diferente do vôlei feminino, que chegando na hora "H", simplesmente se borra todo! Tsc, tsc...
Mas é errando que se aprende!
Bora, Brasillll!



(Gostei do seu texto... Muito bem escrito, parabéns!)